21 de outubro de 2012

Dangerously Colse – Your Game – Capitulo 9


–Para.. – Pedi tentando me afastar mas Justin passou a beijar meu pescoço. – Para Justin! – O emburrei.
–Porque? – Me puxou novamente contra seu corpo. – Podemos continuar com isso e terminamos na cama.. – Sorriu malicioso.
–Você acha mesmo que isso vai fazer eu me esquecer o que aconteceu? – Justin me olhou confuso. – Você praticamente me espancou!
–Você merec…
–Tá eu mereci! Mas precisava me fazer de saco de pancada pra descontar toda sua raiva?
Justin bufou me soltando.
–Vou ir brincar com a Jazmyn. – Murmurei e fui até a porta.
–Espera! – Segurou minha mão mas a afastei rapidamente. – O que eu faço?
–Não sei, mas desculpas não iram resolver isso.
Sai do seu quarto e respirei fundo antes de ir até o quarto onde Jazmyn estava. Meu corpo queria voltar atrás e correr até o Justin, mas minha mente parecia sussurrar: “ele te espancou, não volte!”. E era isso que iria fazer.
–Jazzy! – A chamei assim que entrei no quarto e a encontrei olhando a janela.
–Você demorou! – Fez bico e cruzou os braços fingindo estar brava.
–Desculpa princesa! – Ri abafado e me sentei no chão ao seu lado. – Então, essa é a minha boneca? – Peguei a boneca que estava ao meu lado e Jazmyn negou.
–Não! Essa é a princesa Jazmyn, você fica com a princesa Ally.
Assenti e fiquei brincando com Jazmyn um bom tempo e só paramos quando Marie nos chamou da cozinha. O lado bom da Jazzy é que ela não negava comida nem que a pagassem, e isso poderia até ser parecido comigo..
Guardamos os brinquedos rapidamente e corremos até a cozinha, seguindo o cheiro de waffles e bolo que vinham de lá.
–Cheguei! Cadê os doces? – Jazmyn falou assim que entrou na cozinha e correu em direção ao balcão.
–Já estou terminando pequena! – Marie sorriu de lado.
Coloquei Jazmyn sentada em cima do balcão e fiz o mesmo. Marie iria demorar um pouco para terminar então fiquei conversando com Jazzy para ver se o tempo passava.
–Aqui estou eu! – Justin entrou na cozinha sorrindo largo. – Sei que as duas mulheres da minha vida sentiram minha falta! – Marie o olhou pelo canto do olho.
Mordi o lábio inferior reprimindo um riso e Jazmyn cruzou os braços negando.
–Eu num senti sua falta! – Justin fez bico e ficou em sua frente.
–Vai ficar brava comigo? – Jazzy assentiu fazendo cara de brava. – Ah, porque?
–Putê você fez dodói na Aalyah.
–Mas ela já tá bem..
–Veidade? – Perguntou me encarando e eu assenti.
–Se você ficar brava comigo, eu vou ficar triste. – Jazmyn descruzou os braços e os esticou para o abraçar.
Justin a abraçou forte e encheu seu rosto de beijo fazendo Jazmyn rir alto tentando se afastar. A colocou de volta no balcão e sorriu de lado pra mim enquanto ficava entre minhas pernas segurando firme em minhas coxas.
–E você? Ainda está brava comigo? – Arquei uma sobrancelha e tentei me afastar mas Justin me puxou novamente, fazendo nossas intimidades se chocarem por cima da roupa e acabei engolindo seco. – Vamos Aalyah, sei que não esta brava.
–Me solta. – Murmurei e Justin negou.
–O que tenho que fazer para você me desculpar? – Elevou seu quadril disfarçadamente para Jazmyn não perceber.
Ri debochada e saltei do balcão, fazendo nossos corpos ficarem colados.
–Seu jogo não funciona comigo. – Sorri de lado e o empurrei ficando ao lado de Jazmyn. – Então pequena, o que vai querer?
–Bolo!
Ri abafado e olhei para Justin que me encarava serio. Marie colocou o bolo sobre o balcão ao lado dos waffles e saiu da cozinha sem falar nada. Servi Jazmyn e fui até a sala me jogando no sofá.
–Aalyah… – Justin ficou em frente a TV e cruzou os braços. – Quero que saia comigo.
Comecei a gargalhar e acabei caindo do sofá enquanto Justin continuava serio.
–Ai ai! Boa piada Justin. – Respirei fundo e me sentei no chão.
–To falando serio Aalyah.
–Jura? – Arqueei as sobrancelhas e ele assentiu. – E porque quer sair comigo? Tipo, eu sou sua filha!
–To tentando fazer você esquecer o que eu fiz. – Revirei os olhos.
–Tá, isso não vai dar certo mas.. – Dei de ombros e voltei a me sentar no sofá.
Justin sorriu de lado e foi em direção as escadas.
–Esteja pronta as oito.
–Espera! – Me levantei do sofá. – Que roupa eu vou?
–Vestido..
[...]
–Aalyah, a Jazzy… Nossa! – Pattie entrou no quarto e parou de falar assim que me viu. – Vai sair? – Assenti e me sentei na cama.
–O Justin quer sair comigo..
–Um programa entre pai e filha? – Sorriu largo.
–É… Ou algo parecido. – Sussurrei e ouvir Pattie comemorar.
–Isso é ótimo Aalyah! Significa que ele está arrependido mesmo! – Sorri falsa e assenti.
Ouvi dois toques na porta e murmurei um “entra”. A porta abriu e Justin entrou no quarto, sorrindo de lado.
–Borá? – Assenti e me levantei. – A senhora vai ficar aqui?
–Não, eu vou levar a Jazmyn pra casa. – Pattie sorriu largo e o abraçou.
Antes de se afastar Pattie sussurrou algo para ele, que o fez sorrir largo e assentir. Justin me abraçou de lado e fomos até a garagem, nos despedindo da Pattie.
–Escolhe um carro ai que eu vou falar com os seguranças. – Assenti.
Fiquei olhando para os carro que estavam ali e fui até a mesa no canto, pegando a chave da Ferrari 458 . Justin voltou alguns minutos depois arrumando o cabelo com as mãos.
– Ferrari 458. – Falei e joguei a chave pra ele.
–Já deveria saber… – Sorriu de lado e abriu a porta pra mim. – Você gosta de carros vermelhos.
Sorri de lado e entrei no carro. Assim que o passamos pelo portões, dois carros foram em nossa frente e mais dois atrás nos acompanhando digamos que em alta velocidade.
–Vamos em qual pizzaria? – Perguntei e o ouvir rir abafado.
–Não vamos em uma pizzaria. – O olhei confusa. – Não adianta perguntar aonde vamos porque eu não vou contar. – Bufei e cruzei os braços.
–Não é legal me deixar curiosa.
–O motivo não é esse.
–Então qual é?
–Gosto de te ver com raiva. – Revirei os olhos e fiquei olhando a pista em minha frente. – Você fica sexy quando fica com raiva, é excitante.
–Você fica tão sexy quando está com a boca fechada.
–Desculpa mas… Eu sou sexy de qualquer jeito. – Revirei os olhos.
Fomos conversando durante todo o caminho e assim que os carros dos seguranças em nossa frente pararam no encostamento da rua, Justin me olhou pelo canto do olho e parou o carro em frente a um restaurante digamos que chique. Ok, aonde está o Justin de verdade?
–Espero que goste. – Murmurou e saiu do carro.
Eu ainda estava em estado de choque. Quer dizer, as poucas vezes que saímos juntos, íamos apenas em alguma pizzaria… Não era TUDO isso!
Justin abriu a porta ao meu lado e me ajudou a descer do carro. “Cruzou” nossos braços e sorriu de lado, entrando no restaurante. Apenas três seguranças nos seguiam, mas sentaram em uma mesa um pouco afastada.
–Senhor? – Um atendente apareceu em nossa frente, segurando um bloco com uma caneta atrás da orelha.
–Uma mesa pra dois, por favor. – Justin falou calmo e a olhei surpresa.
–Certo, me sigam por favor.
Os seguimos por alguns corredores entre as mesas até chegarmos em uma mesa um pouco afastada e bem iluminada devido aos vários lustres que haviam ali. Justin agradeceu ao atendente, e afastou a cadeira para mim.
–O que aconteceu com você? – Perguntei um pouco extasiada com tudo isso.
–Como assim?
–Você tá… Estranho, sei lá! – Justin riu abafado. – Nunca te vi pedindo por favor, ou agradecendo!
–Estou tentando fazer um trabalho completo. – Colocou o braço sobre a mesa e apoiou a cabeça em sua mão. – Tenho que conseguir te conquistar.
Ri abafado e neguei.
–Não vou ter trabalho em falar com seu pai. – Sorriu de lado e acabei rindo um pouco alto chamando atenção das pessoas em nossa volta.
Parei de rir na hora e mordi o lábio inferior, colocando o cardápio na frente do meu rosto. Justin deu risada e pegou o cardápio em cima da mesa, enquanto parava de rir. O atendente voltou em nossa mesa pouco tempo depois.
–Já decidiram o que iram querer?
Assentimos e ele anotou nossos pedidos.
–Vocês fazem um casal bonito. – Comentou terminando de anotar em seu bloco.
–Não som..
–Obrigado! – Justin me interrompeu e segurou minha mão por cima da mesa. – Pretendo a pedir em namoro algum dia.
O encarei com cara de “wtf”.
–Está certo senhor. Não se pode deixar escapar uma bela moça como essa. – O sorriso no rosto de Justin sumiu na hora, dando lugar a mesma expressão fria de sempre.
–Será que dá para trazer nossos pedidos logo?
O atendente assentiu e Justin trincou o maxilar.
–Ciúmes? – Perguntei sorrindo de lado.
–Não tenho ciúmes, só… Estou tentando cuidar do que é meu.
–Seu? – Arqueei uma sobrancelha.
–Sim, meu. De um jeito ou de outro você é inteiramente minha. – Entrelaçou nossos dedos e sorriu de lado. – Se não for MINHA namorada, você continua sendo minha pelo fato de ser minha filha.
Por esse lado, Justin tinha razão.
Nossos pedidos não demoraram a chegar, e o mesmo atendente veio mas Justin o encarou mortamente que até eu fiquei com medo. Comemos em silencio, apenas trocando olhares, e ouvindo a musica clássica que tocava ali, dando ao ambiente um ar mais sofisticado.
Assim que terminamos, Justin deixou algumas notas sobre a mesa e me ajudou a levantar, o que foi fácil já que continuávamos com as mãos juntas. Saímos do restaurante e fomos direto para o carro.
–Quero te mostrar um lugar. – Falou assim que ligou o carro.
–Pensei que já estava nos levando pra casa. – Sorriu de lado e negou.
–Já está cansada? – Neguei. – Ótimo, porque a nossa noite ainda vai demorar pra acabar.
Justin ligou para um dos seguranças e os dispensou, fazendo os quatro carros que nos seguiam, irem em direção diferentes. Desta vez, fomos em uma velocidade amena, seguindo em uma rua um pouco deserta e pouco iluminada. Depois de mais alguns minutos, finalmente o carro parou e Justin desceu do carro abrindo a porta para mim fazer o mesmo.
Fui andando em sua frente até a cerca que nos impedia de continuar, e senti Justin me abraçar por trás. As únicas luzes que iluminavam ali, eram a da cidade em nossa frente junto com a lua.
–Justin, isso é..
–Lindo não é? – Falou próximo ao meu ouvido e acabei me arrepiando o fazendo rir fraco. – Gosto de vir aqui quando quero ficar sozinho.
–Você não está sozinho agora. – Virei meu rosto, tentando olhar em seus olhos.
–E agradeço por isso. – Murmurou e me virou, deixando suas mãos apertarem minha cintura de leve.
Parte de seu rosto eu não conseguia enxergar devido a falta de luz, mas não me importava com isso. Apenas o fato de estar ali, com ele, já me deixava… Sem chão, desolada pelo fato de estar se apaixonando pelo meu próprio pai.
–Me desculpa. – Assenti fraco. – Me desculpa por ter… Te espancado, eu tentei descontar toda minha raiva em você e isso foi.. Errado.
–Justin.. – Comecei mas ele me interrompeu.
–O que fazemos é completamente errado, consideramos por muitos uma completa loucura por sermos pai e filha mas.. – Negou e respirou fundo. – Eu não sei, não consigo parar com isso! Pra mim, você é uma mulher ou menina qualquer, diferente das outras pelo fato de ser minha.
Justin parou de falar e parecia me observar apenas esperando alguma reação de minha parte, mas apenas fiquei em silencio sem saber o que dizer. Passei minha mão por sua bochecha e o ouvi respirar fundo.
Ficamos alguns minutos assim, apenas aproveitando o silencio e nossos corpos próximos um do outro e aos poucos nossos rostos foram se aproximando, fazendo nossos lábios roçarem um no outro.
–Apenas minha. – Sussurrou antes de selar nossos lábios.
Passei meus braços em volta do seu pescoço, e cedi passagem assim que sua língua pediu passagem. Uma de suas mãos soltou minha cintura e foi rastejando pelo meu corpo até chegar em meu rosto e o segurar, talvez tentando impedir que eu fugisse. Mas, infelizmente, o ar nos fez falta e tivemos que encerrar o beijo, mas deixamos nossas testas coladas até recuperarmos o ar.
Continuamos em silencio, apenas ouvindo nossas respirações. E então, o mundo real nos chamou.
O celular de Justin começou a tocar, o fazer soltar um grunhido e o tirar do bolso sem soltar minha cintura.
–To ocupado. – Beijou a ponta do meu nariz e acabei sorrindo fraco.
[...]
–Agora?
[...]
–Tá, já chego ai. – Desligou o celular e me beijou novamente. – Era o Ryan. – Falou assim que se afastou.
–Algo importante?
–Tenho que arrumar as papeladas pro carregamento de amanhã. – Assenti fraco. – Se importa?
–Não! Tá… Tudo bem!
Justin riu abafado e entrelaçou nossos dedos, indo até o carro. Fomos até nossa casa em silencio e assim que chegamos já conseguíamos ver o carro do Ryan em frente a porta. Justin deixou o carro na garagem, e saímos do mesmo, indo até a sala abraçados.
–Pelo jeito voltaram a se entender. – Ryan sorriu de lado e um frio percorreu minha espinha. – Espero que seja como pai e filha!
–Claro que sim! Não é, filha? – Justin sorriu debochado e eu assenti sorrindo fraco.
–Claro pai!
–Legal! Então Justin, sobre as papeladas…
–Já vou resolver isso. Aalyah, podemos conversar depois? – Assenti e Justin beijou minha testa.
Me afastei dele e fui até o meu quarto. Tomei um banho rápido e coloquei meu pijama, me jogando na cama logo em seguida. Ainda não conseguia acreditar no que havia acontecido hoje, parecia um sonho!
E só espero não acordar tão cedo.
Justin P.O.V
Já não conseguia negar que começava a sentir algo mais forte por Aalyah, algo além do desejo que sentia toda vez que a olhava. Minha própria filha. Apenas uma vez, amei uma mulher de verdade mas acabei sendo o corno iludido no final, e não seria agora que iria dizer para Aalyah que eu a amava. Prefiro tentar diminuir isso que eu começava a sentir por ela e ver até aonde isso iria.
E aproveitar MUITO quando a levar para a cama.
–Legal você e a Aalyah estarem se entendendo. – Ryan falou assim que entramos no escritório.
–Foram só alguns problemas, mas já resolvemos. – Dei de ombros e sentei na poltrona em frente a mesa.
–O que aconteceu com rosto dela?
–Meu momento de raiva.
–Você a espancou? – Assenti começando a mexer em todos aqueles papeis. – Cara…
–Eu já me desculpei com ela. – O interrompi. – Já estamos nos entendendo novamente, não precisa tentar me dar lição de moral.
Ryan bufou e se jogou no sofá, mexendo em algumas folhas por ali. Resolvemos toda aquela papelada, anotando quem não havia pagado e sobre o nosso próximo assalto. Por mais que estivesse ali, minha mente me levava até o quarto da Aalyah, e isso me tirava a concentração apenas por pensar no que iríamos fazer se Ryan não estivesse ali.
Assim que terminamos, olhei para o relógio na parede em minha frente. Onze horas.
Fiquei no escritório até ter o carro de Ryan sair pelo portões e assim que os ouvi fechando, corri até o quarto de Aalyah já começando a me animar, mas me surpreendi com o que eu vi.
Aalyah estava dormindo com um pijama digamos que curto de mais, sem cobertor algum por cima e parecia sonhar com algo bom, porque estava sorrindo. A vendo assim, inocente, me lembrava de quando ela era pequena e ficava correndo pela casa a procura de alguém para brincar, mas como eu vivia ocupado e Allison não parava em casa, Aalyah acabou criando um amigo imaginário e começou a se isolar de todos.
Flashback On
–Aalyah, o que você está fazendo? – Allison perguntou a filha que conversava sozinha, sorrindo e olhando para o nada.
–Brincando. – Respondeu e ficou seria, olhando para o brinquedo em sua frente.
–Você tá vendo fantasmas? – Justin perguntou confuso e recebeu um tapa de Allison. – O que? Se ela não vê fantasmas, então deve ter ficado maluca!
Allison negou e sentou ao lado da filha. Ainda estava confusa com o que havia presenciado.
–Filha, porque você estava falando sozinha?
–Não tava falando sozinha! – Olhou para o lado, parecendo ouvir algo e voltou a olhar para a mãe. – O nome dele é Flyin.
–E porque você fala com ele? – Justin perguntou, ainda confuso.
–Porque.. – Abaixou a cabeça e falou um pouco baixo. – Você e a mamãe nunca brincam comigo, eu fiquei triste.
Justin sentou em frente a filha e ouviu tudo atentamente, e Allison fazia o mesmo.
–Dai, o Flyin apareceu e começou a brincar comigo. – Aalyah olhou para seu pai, que se assustou por ver seus olhos cheios de lágrima. – Porque você não brinca comigo? – Falou com voz chorosa.
Justin não sabia o que dizer então simplesmente a puxou para seu colo e a abraçou forte. Poderia ser um garoto frio e calculista para muitos, mas não conseguia ser assim com sua filha.
–Desculpa pequena. – Murmurou ainda a abraçando. – Vou brincar com você, ok?
–Promete? – Se afastou e olhou seu pai, sorrindo fraco.
–Prometo.
Flashback Off
Respirei fundo e me sentei ao seu lado apenas a observando. Iria tentar a proteger de tudo e todos que fossem contra nos, nem que para isso tivesse que me render para algum dos meus inimigos.
Me levantei e a cobri com o cobertor. Tirei minha camisa, a jogando em algun canto do quarto, e me deitei ao seu lado passando meu braço por sua cintura e a puxando para mais perto.
–Boa noite, pequena. – Sussurrei próximo ao seu ouvido, antes de beijar seu pescoço a fazendo estremecer em meus braços.
Ri abafado e beijei seu ombro antes de fechar os olhos e conseguir dormir.
Aalyah P.O.V
Acordei no outro dia com um celular tocando. Com toda certeza não era o meu. Tentei me levantar mas havia um braço me segurando, e me impedia de fazer muitos movimentos. Depois de algumas tentativas, consegui me virar para o lado oposto tendo a visão de Justin dormindo tranquilamente.
–Justin… – O chamei mas não recebi um movimento como resposta. – Justin, acorda.
Justin respirou fundo e me segurou mais forte.
–O caramba, acorda!
Pelo jeito não seria tão fácil assim o acordar. Respirei fundo e beijei sua bochecha.
–Justin, acorda.. – Beijei seu queixo. – Vamos, seu celular tá tocando.
Justin grunhiu e negou ainda de olhos fechados.
–Vamos logo.. – Grudei nossos lábios em um longo selinho e quando fui me afastar, Justin segurou em meu rosto e aprofundou o beijo enquanto me puxava para cima do seu corpo.
Encerrei o beijo e sorri de lado o observando abrir os olhos lentamente.
–Acordou agora né?
–Ainda não, preciso de mais. – Murmurou rouco e me empurrou para o lado.
Antes de que pudesse fazer algo contra, Justin ficou por cima de mim e selou nossos lábios, e logo sua língua passou preguiçosamente entre meus lábios e eu logo cedi. Uma de suas mãos foram até a minha nuca enquanto a outra segurava firme em minha cintura, e minhas mãos foram para seu cabelo. Paramos o beijo pela falta de ar e ficamos nos encarando com a respiração descompassada.
–Agora estou começando a acordar.
–A não, já chega! – Justin me encarou serio. – Eu to com fome.
–Então… Quando eu terminar meu banho, nos vamos até a cozinha ok?
Assenti e o empurrei de leve, tentando me levantar mas Justin me beijou novamente e prendeu minhas mãos acima da cabeça me impedindo de fugir.
–Agora sim. – Falou assim que se afastou. – Mais tarde continuamos..
O encarei com tédio e levantei da cama, indo direto para o banheiro. Tomei um banho demorado e assim que sai, enrolei uma toalha em meu corpo e fui até o closet, fingindo não ter visto Justin deitado na cama e coloquei uma roupa apenas para ficar em casa.
–Demorou. – Justin falou assim que sai do closet.
–Você que tomou banho rápido.. – Dei de ombros.
–Claro.. – Levantou da cama e se aproximou. – Precisava terminar o que começamos.
Revirei os olhos e dei alguns passos pra trás.
–Você está muito necessitado! – Justin assentiu e me puxou pela cintura. - MAS eu estou com fome, então..
–Depois do café. – Segurou em minha coxa e a levou até sua cintura, dando embalo para fazer o mesmo com a outra. Certo, eu deveria estar… Feliz por Justin estar assim mas, eu estava achando tudo estranho. Muito estranho.
Passei os braços em volta do seu pescoço e mordi seu queixo.
–Não me atiça.. – Falou me apertando contra seu corpo.
Sorri maliciosa e beijei seu pescoço, fazendo uma trilha de beijos até sua orelha.
–Será que podemos ir para a cozinha, agora? – Sussurrei e mordi seu lóbulo.
–Na cozinha? – Perguntou espantado. – Eu preferia fazer isso na cama, mas já que prefere na cozinha..
O encarei com tédio e dei um tapa em seu braço. Justin deu risada e começou a andar em direção a cozinha, ainda comigo no colo. Antes de começar a descer as escadas, me prensou contra a parede e beijou com certa urgência.
–Justin… – Tentei o afastar mas ele apertou minhas coxas com força e mordeu meu pescoço. – Alguém pode ver a gente!
–Foda-se.
–Justin! – Mordi o lábio inferior assim que o senti seus lábios indo em direção ao meu colo. – Pa-para.
–Seu corpo não diz isso.. – Sua mão entrou em minha camiseta e foi indo lentamente em direção ao meu seio. – Tem certeza que quer parar?
Fechei os olhos e assenti, sem forças para responder.
–Acho que posso continuar… – Chocou seu corpo contra o meu, me fazendo sentir seu membro semiereto por cima do tecido fino do seu calção e acabei gemendo baixo. – Diga que quer parar agora, Aalyah.
–E-eu.. – Gemi de novo assim que senti sua mão em cima do meu seio e falei baixo. – Para!
–Mais alto, não consegui ouvir. – Mordeu meu queixo assim que apertou meu seio. – Vamos Aalyah, diga o que eu devo fazer.
–Para! – Falei um pouco mais alto desta vez. – E-eu quero que pare.
Justin me encarou serio por alguns segundos, parecendo pensar mas depois de alguns segundos negou e voltou a caminhar em direção a escada.
–Não precisa me levar no colo.. – Murmurei escondendo meu rosto no vão do seu pescoço.
–A Marie tá na cozinha arrumando nosso café. – Respirou fundo. – Não vai querer que ela me veja duro né?
Dei de ombros. Justin terminou de descer as escadas e foi direto para a cozinha, e como havia falado antes, apenas Marie estava ali mas parecia bastante ocupada com as panelas no fogão.
–Porque tá com essa roupa? – Justin perguntou para Marie, rude, enquanto sentava em uma das cadeiras em volta ao balcão, não me deixando sair de seu colo. – Você tem que usar as roupas das empregadas.
–Desculpa. – Murmurou sem o olhar. Confesso que estava achando graça disso.
–Desculpa o que?
–Desculpa Sr. Bieber. – Justin assentiu sorrindo de lado.
Tentei sair de seu colo, mas Justin negou e me puxou novamente.
–Fica.
–Mas… – Comecei mas ele me interrompeu.
–A única pessoa que esta aqui é a Marie e eu tenho CERTEZA que ela não ira contar para ninguém. Não é, Marie?
Marie assentiu enquanto arrumava a mesa, e Justin riu abafado.
–Vou ir viajar com a Allison hoje. – Justin arqueou uma sobrancelha.
–Hoje? – Assenti sem entender. – E como eu fico?
Ergui os ombros e sai do seu colo, sentando na cadeira em frente a mesa enquanto Justin me encarava sem expressão alguma. Fingi não ter percebido e ele se sentou na cadeira em minha frente.
Comemos em silencio, trocando apenas alguns olhares rápidos e sem emoção.
–Quando você volta? – Perguntou sem me olhar.
–Acho que segunda. – Dei de ombros. – Sei que não vai ficar sozinho.. – Lancei um olhar rápido para Marie.
–É, talvez. – Senti a raiva crescer em mim e tive que respirar fundo para não começar a gritar.
–Claro, porque como você vivia me dizendo… – Levantei e coloquei as mãos sobre a mesa, fazendo Justin me encarar. – O Justin Bieber não se prende a uma mulher só, já que tem varias vadias ao seu pé!
O encarei pela ultima vez antes de sair da cozinha, e fui direto para meu quarto. Passei as mãos pelo rosto seguidas vezes tentando me acalmar, e respirei fundo. Não poderia estar tendo uma crise de ciúmes! Talvez, eu estivesse mesmo me apaixonando por ele.
Peguei minha mala debaixo da cama e a coloquei sobre a mesma. Prendi meu cabelo em um coque frouxo e fui até o closet pegando algumas roupas que iria levar para a viagem e voltei para o quarto, arrumando tudo dentro da mala.
Senti alguém me abraçar por trás e beijar minha nuca. Justin.
–Porque ficou nervosa daquele jeito? – Perguntou baixo.
–Você disse que não iria ficar sozinho enquanto eu estiver viajando!
–Aalyah… – Tirei seus braços da minha cintura e me afastei.
–Não vem com Aalyah não! Eu não acredito mais em você!
–Aalyah..
–Depois de tudo que você fez e me falou ontem, como pode falar que não vai ficar sozinho? – Começava a aumentar meu tom de voz e Justin parecia se divertir com isso. – Você só estava mentido por medo do Jeremy e..
–Eu não vou ficar sozinho, porque a Jazzy vai ficar aqui! – Falou rápido provavelmente tentando me fazer ficar quieta.
E conseguiu.
Fiquei em silencio olhando para ele, que continuava com um sorriso satisfeito no rosto e parecia se divertir com o que acontecia. Mordi o lábio inferior e voltei a arrumar minha mala, ouvindo Justin rir ao meu lado.
–Eu não disse que você era apenas minha?
–Sim, mas não disse que é apenas meu. – Murmurei.
Justin puxou meu braço, me fazendo ficar de frente para ele e acariciou minha bochecha.
–Não posso ser apenas seu… – Arquei uma sobrancelha, já pronta para protestar mas ele continuou. – Você tem que me dividir com a Jazzy e a dona Pattie.
Ri abafado e o abracei. Espero que essa viajem consiga amenizar o que eu começava a sentir por Justin. Apenas espero.
Justin P.O.V
Depois daquela demonstração de ciúmes, Aalyah voltou a arrumar a mala e eu não pude deixar de rir. Serio, aquilo havia sido engraçado.
–Porque tá rindo? – Perguntou depois de colocar a mala no chão.
–Foi engraçado.. – Respirei fundo e a ouvir bufar.
Sorri inocente e a chamei com o dedo. Aalyah arqueou uma sobrancelha e se aproximou lentamente de mim. Seus dedos deslizaram em minha pele e senti seu corpo ao meu lado. Aalyah me media com os olhos enquanto sorria maliciosamente. Seu corpo se chocou com o meu enquanto suas mãos percorriam minha nuca e seus lábios encontravam os meus.
Meus braços envolveram sua cintura e nossas intimidades colidiram nos fazendo gemer durante o beijo.Minhas mãos adentraram sua blusa e percorreram suas costas,fazendo seu corpo arquear pra trás.
Seus lábios se desvencilharam dos meus e pousaram em meu pescoço sugando e mordendo, aquilo com certeza ficaria marcado. Sua mão desceu até minha calça e acariciou meu membro que começava a entrar em alerta ao mesmo tempo em que eu mordia o lóbulo de sua orelha. Meus dedos roçaram em sua espinha enquanto abriam seu sutiã e o arrancavam sem respeitar as alças.Suas pernas foram enlaçadas em minha cintura e senti meu pênis latejando de excitação.
– Ohh… – Seu gemido cortado arrepiou meu corpo.
Tirei sua blusa tendo a vista perfeita de seus seios duros pedindo por meus lábios e os abocanhei de vez,sentindo o gosto maravilhoso de sua pele ao passo que sua mão pressionava minha ereção e a outra livre bagunçava meu cabelo.
Em um movimento rápido, senti meu zíper ser aberto e meu membro soltar para o lado de fora enquanto as mãos geladas e pequenas de Aalyah faziam movimentos lentos de vai e vem. Joguei a cabeça para trás e a observei descer os lábios até meu membro e lamber toda sua extensão . Segurei seu cabelo em um rabo de cavalo ajudando nos movimentos e mordi a mão livre para abafar um gemido de prazer.
Sua língua deslizava por toda a extensão pressionando no inicio em forma de provocação. Meus poros começaram a se expandir e senti o suor escorrer sob minha face.
– Isso…vai mais rápido. – Sussurrei.
A face de garota santa havia desaparecido e a minha frente havia uma verdadeira mulher.Pupilas dilatadas,cabelos desgrenhados,lábios cor de sangue..
A puxei contra meu corpo e abaixei seus shorts juntamente com sua calcinha. Passei meu dedo indicador por toda a sua superfície sentindo a pulsação e a umidade do local. Seu rosto iluminou num sorriso e como resposta a penetrei por completo.
– Ow… Justin…
Sua cintura movia em direção ao meu membro e meu polegar a estimulava, fazendo os olhos de Aalyah revirar.Os movimentos ficavam entre rápidos e médios,nunca descendo a escala. Meu corpo dava sinais de que em breve tudo iria se acabar, mas tão cedo essa seria a minha vontade. Aalyah rebolava em meu membro, fazia algo inexplicavelmente excitante.Senti uma corrente elétrica correr meu corpo e meu orgasmo chegar .Aalyah respirou fundo e deitou em meu ombro.
Ficamos por um longo tempo em êxtase,calados,só ouvindo nossas respirações.
–Porque não está me impedindo de ir viajar? – Perguntou quebrando o silencio.
–O Steven vai com você.. – Dei de ombros. – E tenho meus contatos, sabe disso. – Olhei em seu olhos. – Se fizer algo de errado, no mesmo segundo eu fico sabendo.
–Que exagero. – Riu negando.
–To falando serio..
–Tá né. – Deu de ombros e novamente ficamos em silencio.
Respirei fundo e voltei a encarar o teto, pensando em tudo que ainda tinha que fazer antes de conseguir dormir.
–Acho que precisamos de um banho. – Murmurei.
–Acha? – Riu abafado.
–Mas, também acho que preciso de uma recompensa por deixar você ir viajar com a… Aquela vadia.
Aalyah revirou os olhos e levantou da cama, levando junto o lençol que cobria seu corpo.
–Então continue achando isso. – Deu de ombros e entrou no banheiro, trancando a porta.
Bufei e levantei da cama. Olhei em volta do quarto tentando achar minha cueca, mas parecia que ela havia sumido então fui para o meu quarto pelado mesmo, sem se importar caso alguém me visse. Mas na metade do caminho, Aparecida saiu do quarto e assim que me viu naquele estado, gritou e colocou as mãos sobre os olhos.
–Fala aê Aparecida! – Dei risada e ela ficou ainda mais vermelha.
–Meu Deus, Sr. Justin! – Neguei ainda rindo e entrei em meu quarto, indo direto para o banheiro.
[...]
Aalyah P.O.V
Já havia levado a mala para o andar de baixo e terminado o banho. Estava apenas esperando a Allison chegar, enquanto brincava com Jazmyn e Justin se trancou dentro daquele escritório recebendo um telefonema atrás do outro.
–Quem é ele? – Jazzy perguntou apontando para o Steven.
–É um idiota, ele é muito chato. – Falei e ouvi Steven bufar.
–O nome dele é idiota?
–Não, meu nome é Steven.
–Mas a Aalyah falou que você é um idiota.. – Me olhou confusa e acabei rindo.
–O nome dele é Steven, Jazzy.
Jazmyn piscou algumas vezes, ainda confusa, mas antes que pudesse falar algo, Justin desceu as escadas praticamente correndo e passou reto, indo direto para fora de casa.
–Ele tá nervoso? – Jazzy perguntou e eu ergui os ombros. – Num gosto quando ele tá nervoso.
–Aalyah a vad… – Justin entrou na sala e parou de falar assim que olhou para Jazmyn. – A Allison tá te esperando.
Assenti e Steven pegou minha mala a levando até o carro de Allison enquanto eu o seguia. Antes de conseguir me aproximar do carro Justin segurou meu braço, fazendo meu corpo se chocar com o dele.
–Não vai se despedir? – Sussurrou me olhando de cima.
–Na frente de todo mundo? Tá maluco? – Sussurrei negando e Justin sorriu de lado.
–Ok então… – Deu de ombros e se afastou.
Comecei a caminhar em direção ao carro, mas novamente Justin me impediu segurando em meu braço.
–Se cuida. – Murmurou e beijou minha testa.
–Você também. – Sorri de lado e beijei sua bochecha antes de me afastar e ir até o carro.
[...]
–Você e seu pai se aproximaram bastante. – Allison falava enquanto entrava no jatinho. – A ultima vez que estive lá, vocês pareciam querer matar o outro.. E agora tão cheio de beijinhos e carinhos.
Sorri falsa e a segui. Sentei ao lado da janela e Allison ficou ao meu lado, enquanto Steven ficou na fileira de trás.
–Esse jatinho é do Luke? – Perguntei.
–É sim, porque?
–Temos que tomar cuidado, vai que ele instalou uma bomba aqui?! – Fingi procurar em baixo das poltronas e ouvi Steven rir enquanto Allison respirava fundo.
–Aalyah, isso não tem graça.
–Mas se ele foi capaz de fazer uma vez, teria coragem de fazer de novo. – Dei de ombros. – Você não me contou porque foi atrás do Luke..
Allison pareceu ficar tensa e engoliu seco.
–A-acho melhor falar sobre isso outra hora. – Respondeu e desviou o olhar para suas mãos.
–Vamos ficar aqui dentro umas três horas, acho que é tempo suficiente não é?
–Ok… Mas, por favor, me escuta até o fim antes de falar algo ok? – Assenti e Allison respirou fundo. – Antes de você nascer, eu acabei conhecendo Luke em uma das festas que seu pai fazia…
Flashback On
Allison já estava grávida de seis meses, e Justin se sentia cada vez mais ansioso para ver o rostinho da sua filha mesmo não gostando muito da ideia de não ser um menino.
Suas festas passaram a acontecer com mais frequências, não apenas para mostrar a todos que seria pai mas também por tentar esquecer Allison que o atormentava a todo minuto.
Em uma dessas festas, Luke apareceu mas ao contrario do que pensava, foi apenas para desejar felicidades. Ou era isso que ele achava.
Depois de alguns minutos andando pelo quintal da casa, Luke resolveu tentar se aproximar de Allison já que Justin praticamente havia sumido daquele local.
–Allison! – A chamou assim que se aproximou. – Como você está?
–Hãn… E-eu estou bem.. – Gaguejou deixando seu medo e nervosismo transparecer.
Luke riu negando e começou a puxar assunto com a garota que aos poucos foi se soltando. Quem olhava de longe, podia dizer que eram amigos de infância.
Flashback Off
–… E antes do Luke ir embora, trocamos nossos números e começamos a sair meio que direto. – Allison respirou fundo e olhou para o banco em nossa frente. – Quando você completou dois anos, em uma dessas saídas, acabamos… Indo para a cama…
–O QUE?– Gritei sem acreditar. - PORQUE FEZ ISSO?
–Aalyah, você prometeu ficar quieta até o fim!
–E isso não é o fim? – Perguntei indignada.
–Era apenas o começo…
Flashback On
Depois do que aconteceu entre Luke e Allison, os dois começaram a sair mais vezes sem Justin saber.
Justin nunca desconfiou de nada, já que a garota saia apenas quando ele ia conferir as entregas, e deixava a pequena Aalyah com a babá.
Mas então, Luke parecia ficar cada vez mais irritado com a “dupla vida” de Allison, e a queria apenas para ele.
–Escolha. – Falou frio e a garota ficou confusa. – Escolha, eu ou aquele idiota?
–O que? Luke, eu..
–Vamos, não vou ficar fazendo parte desse seu triangulo amoroso!
–Eu tenho que ficar com a Aalyah.. – Murmurou.
–Essa é sua escolha? Vai ficar com aquele merda fracassado? – Assentiu. – Ótimo, mas saiba de uma coisa.. – Luke se aproximou e segurou fortemente em seu queixo a fazendo olhar em seus olhos. – Você ira se arrepender dessa escolha!
A encarou pela ultima vez e foi embora daquele quarto de hotel.
Flashback Off
Allison parou de falar e ficou encarando o chão por alguns minutos.
–E o que ele fez? – Perguntei ainda confusa.
–Ele tentou te sequestrar, mas o Justin foi mais rápido e conseguiu chegar a tempo, antes dele tentar te matar.
– Arqueei as sobrancelhas. – Depois disso, ele começou a fazer vários ataques contra seu pai e até a roubar os carregamentos, mas Justin revidou e Luke parou por um tempo.
–Por um tempo?
–Sim, quando você completou seis anos ele instalou a bomba no carro e então… – Respirou fundo. – Eu achei que era melhor ir atrás dele para tentar te proteger.
–Então… – Comecei mas senti um nó em minha garganta.
–Eu só fui atrás do Luke para fazer ele parar.
Respirei fundo e olhei para a janela. Toda essa historia havia me deixado um pouco confusa. Justin nunca me contou sobre esses ataques que havia sofrido pelo Luke, mas havia algo nisso tudo que não se encaixava. Essa historia que Allison contou parecia ser mentira, mas eu iria saber a verdade nem que para isso tenha que morar alguns dias com ela.

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