21 de outubro de 2012

Dangerously Close – I Want Her – Capitulo 2


Ontário, Canadá
Abril de 2011
Justin P.O.V
Havíamos nos mudado para o Canadá, novamente, pois Aalyah havia recebido algumas ameaças de mortes anônimas. Aqui, eu já havia conquistado uma grande parte e os ‘homens’nem desconfiavam de quem eu era.
–Justin, a carga chegou. – Ryan falou depois que abriu a porta do meu escritório.
–Manda alguém conferir aquela merda.
–Você tem que conferir, o Chaz falou que tem algumas vadias querendo trabalhar pra você.
Bufei e me levantei da poltrona. Tranquei a porta do escritório, para caso Aalyah tente entrar, e fomos até a sala.
–Ei! Ei! Porque está vestida assim? – Perguntei a Aalyah.
Ela estava usando um biquine – se é que pode chamar aquilo de biquine – e conversava com um garoto.
–Porque, eu estava indo para a piscina?! – Respondeu como se fosse obvio.
–E quem é esse ai? – Perguntei me referindo ao menino ao seu lado.
Aalyah sorriu largo e o abraçou.
–Esse é o Math!
O tal Math sorriu como cumprimento, mas eu o encarei serio, com frieza.
–Se você fizer algo com a minha filha, eu te mato.
–Pai! – Aalyah me reprendeu.
Dei de ombro e fui em direção a porta, e encarei Math antes de sair.
–Aviso dado.
Fechei a porta e Ryan começou a rir.
–O idiota tava morrendo de medo, cara!
–Não confio nele..
Entrei no carro o ligando em seguida, e Ryan entrou no banco do carona.
–Se ele fizer algo com a Aalyah.. – Comecei.
–Relaxa cara! – Ryan bateu em meu ombro.
O resto do caminho, fomos conversando sobre a nova boate que havia aberto.
[...]
–Aparecida, mostra o quarto pra ela. – Falei assim que desci do carro.
Já havia voltado pra casa. No galpão, deveria ter umas vinte vadias querendo trabalhar pra mim, mas apenas uma me pareceu ser boa.
–Senhor Justin… – Aparecida me encarava aflita. – Eu acho melhor o senhor voltar mais tarde.
Ri abafado e comecei a andar em direção a entrada.
–Aparecida, eu MAS QUE PORRA É ESSA?
Gritei assim que vi um bando de adolescentes gritando e correndo em direção a piscina. Neguei e os segui, ouvindo Aparecida brigando com alguém. Chegando próximo a área da piscina, conseguia avistar algumas pessoas se agarrando enquanto outras bebiam e faziam algumas competições idiotas. Aalyah estava se agarrando com o tal Math, que passava a mão pelo corpo dela, e por um momento, eu senti um breve ciúmes.
Tirei a arma da cintura, a destravei e dei dois tiros para o alto, fazendo todos ficarem em silencio e me encararem com medo.
–QUERO TODOS FORA DAQUI!– Os idiotas continuaram parados. - AGORA, CARALHO!
E a correria começou. Aalyah saiu da piscina lentamente ao lado de Math e passou ao meu lado de cabeça baixa, tentando passar despercebida, mas eu segurei em seu braço a impedindo de continuar.
–Vocês dois ficam.
Aalyah respirou fundo e segurou na mão do garoto, indo se sentar em uma das cadeiras. Fiquei observando minha arma, travando e a destravando, enquanto esperava todo aquele bando sair correndo me deixando sozinho com aqueles dois.
–Alguém pode me explicar, o que estava acontecendo aqui? – Perguntei calmo, olhando para a arma.
Aalyah mordeu o lábio inferior, aflita, e o idiota ao seu lado riu debochado, fazendo minha raiva aumentar.
–FALEM CARAMBA!– Gritei.
–Pai.. – Aalyah começou, mas a interrompi.
–Você – Apontei para o garoto. – O que eu disse antes de sair?
–Que não era pra fazer nada com a Ally. – Deu de ombro.
–É AALYAH CARALHO!– Respirei fundo. – Você não cumpriu a que eu disse.
Peguei uma cadeira e me sentei na frente dos dois, os olhando friamente.
–Já brincou de roleta russa? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.
–Pai! – Aalyah me repreendeu.
–Ryan! – O chamei e o mesmo correu até aonde eu estava. – Leva a Aalyah lá pra dentro, vou brincar um pouco com o amiguinho dela.
–O-o que você vai fazer, pai?
–Vou apenas brincar com ele.
Aalyah negou, e Ryan a pegou no colo a levando para dentro de casa. Respirei fundo e encarei Math que me olhava com medo. Tirei algumas balas da arma e a entreguei.
–Vamos brincar de roleta russa. -Falei. – Caso tenha sorte, sairá daqui vivo.
Math engoliu seco e apontou a arma para sua cabeça. Respirou fundo e apertou o gatilho, fazendo seu corpo cair sem vida no chão.
–Roleta russa não tem graça… – Murmurei pegando minha arma.
A travei, colocando em minha cintura e fui para dentro de casa.
–Olá Justin! – Marie, a nova vadia que iria trabalhar para mim, falou.
Mordi o lábio inferior e olhei seu corpo.
–Mais tarde vamos ver se você dá conta do serviço. Vadia!
Subi as escadas rapidamente, indo até o quarto de Aalyah. Abri a porta, sem bater antes, e a encontrei sem camisa com um sutiã um tanto provocativo, já que meu membro começou a dar sinal de vida.
Balancei a cabeça tentando afastar alguns pensamentos “proibidos”, afinal Aalyah era minha filha.
–Não acredito que você o matou! – Aalyah negou, colocando uma camisa.
–Eu falei para aquele idiota não fazer nada. – Dei de ombro.
–Ele apenas me beijou! Não iríamos pra cama, que nem você faz com aquelas vadias! – Aalyah praticamente gritou.
–Me respeita, caralho!
–Você vivia falando pra mim achar um namorado, e te deixar em paz com suas vadias! E agora o matou!
–Ele era seu namorado? – Perguntei arqueando a sobrancelha.
–Sim, era!
–Ele não te respeitava então.. – Coloquei as mãos no bolso, tentando esconder minha excitação.
–E o que você sabe sobre respeitar uma mulher? – Aalyah cruzou os braços. – Vive com uma a cada dia, e quando não a quer mais, simplesmente a mata ou manda ela trabalhar na rua!
Arqueei uma sobrancelha e me aproximei de Aalyah, que deu alguns passos para trás e caiu na cama.
–Duvida que eu sei tratar bem uma mulher, tanto na cama como fora dela?
–Na cama eu não sei..– Resmungou baixo.
–O que?
–Nada! Eu não disse nada! – Levantou as mãos em sinal de rendimento.
Sorri de lado, e mordi o lábio inferior.
–Acho que está na hora de conseguir uma namorada..
Aalyah piscou seguidas vezes, e abriu a boca para falar algo, mas a fechou logo em seguida. Parecia não acreditar. Ri abafado e fui em direção a porta.
–Aproveita e fala pra ela cuidar do seu amigo ai! – Praticamente gritou.
Meu sangue gelou na hora, me fazendo sair do quarto rapidamente. Fechei a porta atrás de mim e olhei para meu membro rígido. Precisava de alguém para o acalmar.
–Marie! – A chamei.
[...]
–Chamou? – Ryan perguntou entrando no meu escritório.
Assenti respirando fundo. Ryan sentou no sofá me olhando com tédio.
–Cara, to ficando doido! – Falei.
–O que aconteceu?
–Eu fiquei duro… – Murmurei.
–Tá, conta a novidade. – Ryan cruzou os braços.
–Por causa da Aalyah.
Ryan me olhou sério por alguns segundos, e começou a gargalhar. O filho da puta não tinha acreditado em mim.
–To falando sério.
–Ok.. E o que você fez? – Bufei me ajeitando na poltrona.
–Chamei a Marie, mas velho.. Eu queria a Aalyah! Quando eu estava com a Marie, eu me imaginei fodendo com a Aalyah.
–Mano, cê tá fudido!
Ontário, Canadá
1 ano depois…
Aalyah P.O.V
Um ano havia se passado. Justin começou a namorar Marie serio, com anel de compromisso e tudo essas coisas, enquanto eu.. Bom, deixei de ser a ‘queridinha’ do meu pai, me tornando uma completa rebelde. Justin não me dava muita atenção, e não gostava quando eu me aproximava dele. O lado bom disso? Conheci Daniel. Doce Daniel..
–Aparecida! – Gritei indo até a cozinha.
–Menina, que susto! – Colocou a mão no peito.
–Desculpa.. – Ri abafado. – O papai esta em casa?
–O Sr. Justin foi conferir um carregamento. Ira chegar tarde.
Sorri maliciosa e corri até o quarto. Se Justin não esta em casa, eu é que não vou ficar aqui. Fui até o closet pegando um vestido preto não muito curto, e uma jaqueta que ia um pouco abaixo do meu peito. Deixei a roupa em cima da cama e peguei o celular, mandando uma mensagem para Daniel.
“Balada hoje? Já estou me arrumando!“
Fui até o banheiro me despindo, e tomei um banho rápido. Logo já estava pronta. Desci as escadas e fui até a sala, encontrando Marie sentada em um dos sofás, com um pijama curto e transparente.
–Parabéns Marie! – Falei batendo palmas.
–Porque? – Perguntou confusa.
–É oficial. Você é uma vadia! – Sorri falsa.
–Sua.. – A buzina do carro de Daniel a interrompeu.
Sorri largo e peguei minha bolsa da mesa no centro da sala.
–Boa noite Marie! Espero que o papai esteja muito cansado quando chegar.
Subi as escadas correndo até meu quarto. Não poderia sair pela porta da frente, já que Justin impediu os seguranças de me deixarem sair. Fui até a sacada do quarto, e observei os seguranças na parte de baixo. Estavam de costas para a sacada, conversando. Tirei meus saltos e em poucos minutos já estava do lado de fora da casa. Coloquei meus saltos novamente e corri até o carro de Daniel.
–Demorou! – Daniel sorriu de lado.
–Desculpa, mas a Marie estava na sala..
–E você não perdeu a oportunidade!
Assenti arrumando minha jaqueta com um sorriso convencido e Daniel deu risada. Em poucos minutos já estávamos chegando na balada.
Justin P.O.V
–Ai esta minha do combinado, falta a sua..
–Vou conferir todos os caminhos antes de fechar acordo. – Falei.
Esses filha da puta acham que podem me enganar. Certo que dá ultima vez conseguiram por culpa de um miserável que trabalhava pra mim, mas desta vez seria diferente. Meu celular tocou, tirei do bolso vendo que era o Chaz.
–O que aconteceu? – Perguntei assim que atendi.
–Acho melhor você ir pra sua casa..
–Porque? – Perguntei confuso.
–Cara, a Aalyah fugiu.
–O QUE? COMO ASSIM FUGIU?– Gritei chamando atenção de quem estava por perto.
–Ela pulou a sacada do quarto e pulou o murro.. – Grunhi chutando a roda do carro. – Ela entrou em um carro com um garoto.
–Chaz, tenta rastrear ela e me liga.
Desliguei o celular, o guardando no bolso, e acabei dando um soco em um carro perto dali. Já era a segunda vez que Aalyah havia fugido de casa, e nenhum incompetente a impediu. Mas isso não iria ficar assim.
Aalyah P.O.V
Daniel e eu havíamos conseguido entrar na área VIP mas preferimos ficar na parte de baixo, apenas dançando. Mesmo não estando conversando com meu pai como antes, não iria quebrar a promessa de não beber e me drogar.
Daniel havia bebido apenas um copo de vodca pra “se soltar”. Vários garotos se aproximavam de mim, mas recuavam assim que percebiam que eu era a ‘filha do maior criminoso’. Depois de um tempo apenas dançando, olhei em direção a porta notando uma movimentação estranha.
Era o meu querido pai.
–Daniel, busca uma bebida pra mim? – Daniel arqueou uma sobrancelha.
–Ally, você disse que..
–Por favor? – O interrompi.
Daniel suspirou e foi em direção ao bar. Na verdade eu só não queria que meu pai o visse comigo, não sei do que Justin era capaz de fazer. Continuei dançando com algumas pessoas que estavam por ali, até segurarem em meu braço me puxando bruscamente.
–Vem comigo, agora. – Sussurrou no meu ouvido.
Sorri falsa para Justin, que começou a me puxar para fora. Olhei para Daniel que sorria de lado e pisquei para o mesmo, sendo puxada mais forte por Justin. Entrei no carro e fiquei olhando para meu celular esperando Justin começar a brigar.
–Com quem você veio até aqui? – Perguntou tentando manter a calma.
–Peguei carona com um estranho. – Dei de ombro.
–Eu sei que não era um estranho e era um garoto.
Ergui o ombro e continuei olhando para meu celular. Justin parou o carro no meio da rua e pegou o celular da minha mão, o jogando pra fora do carro.
–Presta atenção no que eu estou dizendo…
–Porque fez isso? – Perguntei o interrompendo.
–EU QUERO SABER QUEM ERA O FILHA DA PUTA QUE ESTAVA COM VOCÊ!– Gritou.
Certo, eu deveria ter medo dele, mas depois desse afastamento dele eu simplesmente perdi o medo.
–Eu já falei que era um desconhecido. – Falei com tédio.
–Eu sei que você o conhece.
–Porque você quer saber quem era? Quem deveria levar a bronca por fugir de casa sou eu!
Justin grunhiu e voltou a dirigir o carro, apertando o volante com força. Fiquei em silencio até chegarmos em casa. Sai do carro e tirei os saltos, abri a porta dando de cara com a Marie que me olhava sínica.
–Aalyah, volta já aqui! – Justin disse entre dentes.
–O que foi agora? Quer saber o nome do carro que eu fui para queimar ele? – Falei indo até as escadas.
–DA PRA PARAR COM ISSO? EU SÓ ESTOU TENTANDO TE PROTEGER!
Fui em sua direção negando.
–Me proteger? Você nem se importa comigo, só quer saber da vadia da Marie!
–Não fala assim da Marie! – Ri irônica.
–Viu só! Não posso nem falar da antiga profissão da sua namoradinha.
–Justin..
–CALA A BOCA!– Gritei a Marie interrompendo.
–Não grita comigo.
Revirei os olhos e fui em direção a escada novamente.
–Aalyah, volta aqui.
–Não quero ouvir você dizendo que se importa comigo! Você nem percebeu que eu manti a promessa de quatro anos atrás.
–Que promessa? – Marie perguntou.
Justin mordeu o lábio inferior e deu alguns passos em minha direção.
–A quatro anos atrás, eu havia prometido que não iria mais beber e nem me drogar. – Olhei para Justin arqueando uma sobrancelha. – Aposto que nem se lembrava disso não é, papai? – Ri irônica.
Fui para meu quarto, e me joguei na cama. A verdade é que eu havia feito uma promessa a mim mesma. Prometi tentar esquecer que desejava meu pai, mas parece que a cada dia que passa isso se tornava mais difícil.
Aalyah P.O.V
Acordei com a luz do sol, que entrava sem piedade pela janela do quarto. Me espreguicei e fui até o banheiro, tomando um banho demorado. Meus pensamentos estavam a mil.
Sai do banheiro enrolada na toalha, e fui até o closet colocando uma roupa qualquer, nada de especial ou maquiagem. Fui até a cozinha, e indo até Aparecida lhe dando um beijo estalado em seu rosto.
–Bom dia pequena Aalyah.
–Eu não sou pequena! – Fingi estar ofendida e Aparecida riu.
Peguei a caixa com suco de laranja e coloquei em um copo. Marie entrou na cozinha sorrindo maliciosa, e afastou o cabelo do pescoço tentando mostrar o famoso “chupão”.
–Seu pai quer falar com você. – Dei de ombro e me levantei.
Peguei o copo com suco que estava tomando, e fui andando lentamente até o escritório de Justin. Bati duas vezes e abri a porta.
–Entra e fecha a porta. – Justin falou sem tirar o olho dos papeis em sua frente.
Fechei a porta e me sentei no sofá, passando a encarar meu pai com tédio.
–Eu descobri quem era o garoto que estava na balada com você.
–Você não fez nada com ele né? – Perguntei preocupada.
Justin sorriu de lado e passou a encarar.
–Porque se preocupa com ele? Daniel é seu novo namoradinho?
–NÃO!– Gritei me levantando do sofá. – Somos apenas amigos!
Justin deu de ombro e ficou serio, me olhando mortalmente. Esse olhar me dava medo.
–Agora, quero saber qual a parte do fica em casa e não saia, você não entendeu.
–Pai..
–E não menti pra mim! – Assenti me sentando na cadeira em sua frente.
–Você me prende aqui dentro e não deixa eu sai daqui!
–Isso é por proteção! Você sabe que eu tenho inimigos!
–Será que eles dão atenção pra mim, já que você não gosta que eu me aproxime de você nem para te abraçar?
–Não fala isso! Você não sabe o que tá dizendo! – Justin deu um soco em sua mesa. Ok, eu estava o deixando nervoso.
–Aposto que o próprio Luke daria mais atenção pra mim, filha do maior inimigo dele.
–CALA BOCA VADIA, VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO!
–Não acredito.. – Murmurei.
Meu próprio pai havia me chamado de vadia apenas por falar do seu inimigo. Yup! Me levantei da cadeira o olhando incrédula.
–Você me chama de vadia, e defende a sua namorada a chamando de amor e não sei mais o que?
–Aalyah..
–Começo a acreditar que você não é meu pai mesmo.
Neguei respirando fundo, e sai do escritório passando reto por Marie que me olhava confusa. Fui até o lado de fora de casa, sem me importar com os olhares dos seguranças que estavam por ali, e me sentei em baixo de uma arvore.
Certo, pode parecer um “drama adolescente”, mas eu não consigo acreditar que Justin me chamou de.. Incrível como ele defende a namoradinha, e não faz nada pra mim.
–Aalyah.. – Justin me chamou, dando passos lentos até aonde estava.
–Se for pra me xingar, eu não quero ouvir. – Fechei os olhos encostando a cabeça no tronco da arvore.
Ouve um breve silencio, até eu sentir Justin sentando ao meu lado.
–Aalyah, olha pra mim. – Neguei. – Por favor.
Abri os olhos e olhei na direção contrária de Justin, que respirou fundo provavelmente tentando manter a calma.
–Eu não fiz nada com seu amigo. – Murmurou.
Dei de ombro, tentando não demonstrar a felicidade e o alivio que senti por saber que Daniel estava bem.
–Aalyah, será que você pode olhar pra mim?
–Porque deveria?
Justin grunhiu e segurou em meu queixo, me fazendo o encarar.
–Olha pra mim caramba! Sabe que odeio que me ignorem!
Respirei fundo e afastei sua mão de mim.
–Aalyah, eu não quis dizer aquilo. – Arquei uma sobrancelha.
–É muito difícil pedir desculpas não é?
Justin negou mordendo o lábio inferior e olhou em meus olhos. Incrível como seus olhos são lindos, em contraste com o seu cabelo levemente bagunçados. Certo que Justin era meu pai, mas eu não pensava assim.
Senti sua respiração quente bater contra meu rosto, e só agora fui notar o quanto nossos rostos estavam próximos. Olhei para sua boca entre aberta e voltei a olhar em seus olhos, que olhavam na direção dos meus lábios, e sem perceber acabei passando a língua por eles.
Respirei fundo e coloquei a mão em sua nuca, fazendo nossos lábios se encostarem por completo. Ao contrario do que pensei, Justin correspondeu pedindo passagem que logo foi concedida por mim. E como se fosse meu primeiro beijo, senti as famosas borboletas no estomago me fazendo passar os braços por volta do seu pescoço, enquanto suas mãos seguravam em minha cintura.
Encerramos o beijo pela falta de ar, e ficamos nos encarando com a respiração acelerada. Justin arregalou os olhos e se afastou de mim bruscamente.
–I-isso… Não devia ter feito isso! – Se levantou e passou as mãos pelo cabelo.
–Justin, eu..
–Aalyah, escuta… – Me interrompeu. – E-eu contratei mais seguranças e eles vão te vigiar o dia inteiro.
–O que? Pai, isso não é justo! – Me levantei do chão e tentei me aproximar de Justin, mas ele se afastou.
–Eles vão te seguir aonde você for e.. E isso.. Isso não vai mais acontecer.
–Você também correspondeu! – Sorri de lado.
–ISSO FOI UM ERRO CARAMBA! UM ERRO QUE NÃO VAI SE REPITIR! E-eu namoro a Marie e você está com o Daniel.. Vai continuar assim.
Justin negou e caminhou rapidamente para dentro de casa. Se ele acha que isso vai ficar assim, está muito enganado.
Corri até o meu quarto, e tranquei a porta. Respirei fundo e fui até o closet pegando uma blusa e um shorts. Me vesti e peguei um óculos escuro junto com a minha bolsa, indo em direção a porta mas parei assim que meu celular começou a tocar. Era o Daniel.
–Oi! – Falei animada. Daniel me seria útil agora.
–Oi minha princesa, como você está? Seu pai gritou muito com você ontem? – Daniel deu risada e eu o acompanhei.
–Cala boca! Vou precisar da sua ajuda..
–Ih, lá vem bomba.. Manda aê! – Ri abafado.
–Acabei de ter uma discussão com o Justin, e preciso da sua ajuda pra sair daqui.
–Precisa da minha ajuda, ou do meu carro? – Fiquei em silencio e Daniel bufou. – Já estou indo..
–Obrigada! E chama a Daisy e a Maddie.
–Mas Ally..
–Obrigada Dani!
Desliguei o celular, sem chances de Daniel protestar contra, e o guardei na minha bolsa. Abri a porta do quarto e dei de cara com dois seguranças – ou armário, como preferir – ao lado da porta com os braços cruzados e cara de mal.
–Hãn.. O que estão fazendo aqui? – Perguntei confusa.
–O Sr. Justin pediu para vigiar vocês.
–E onde ele está?
–Ele saiu com a dona Marie, falou que demorava para voltar.
Respirei fundo assentindo lentamente, e voltei para o meu quarto.
–Merda! Merda! Merda! – Repeti andando de um lado para o outro.
Seria mais difícil do que eu pensava. Fui até a sacada, e abaixo dela havia mais três seguranças olhando em minha direção. Grunhi e voltei para dentro do quarto, talvez não fosse tão difícil assim.
Fui até a porta tirando a chave da mesma, e comecei a gritar auto fazendo os dois seguranças entrarem rápido dentro do quarto.
–O que aconteceu? – Um deles perguntou.
–E-eu.. Eu vi uma arranha no banheiro. – Fingi estar desesperada.
Os seguranças bufaram e foram em direção ao banheiro do quarto. Sorri de lado e corri pra fora do quarto, trancando a porta. Faltava apenas três.
Desci as escadas rapidamente e os três seguranças, que agora estavam na sala, me olhavam confusos.
–Onde você está indo? – O maior perguntou.
–Eu só vim dar um recado… Os dois seguranças querem falar com vocês, parece que meu pai tem algum aviso. – Dei de ombro.
Me sentei no sofá e fiquei encarando a TV com tédio.
–Onde eles estão?
–Hãn.. Eles estão no escritório.
Eles assentiram e subiram as escadas indo até o escritório. Os segui um pouco distante, e assim que eles entram eu tranquei a porta. Justin jamais iria imaginar que eu havia uma copia da chave do seu escritório.
Respirei fundo e desci as escadas novamente. Liberdade, finalmente.
Sai pra fora de casa pela porta dos fundos, e olhei para os lados não avistando nenhum segurança por perto. Corri até o muro, e o pulei. Como não estava de salto havia sido mais fácil.
Daniel chegou alguns minutos depois em um carro diferente. Ele era o digno filinho de papai.
–Demorou em.. – Falei colocando o cinto.
–Culpa da Maddie! Ela quis passar em mercado de esquina.. – Daniel reclamou prestando atenção na estrada.
–Mas era pra algo importante! Não pode faltar vodca né! – Maddie mostrou duas sacolas, parecia ter umas três garrafas em cada.
–Para onde vamos? – Daisy perguntou.
–Sei lá, quanto mais longe de casa melhor. – Dei de ombro. – Passa uma garrafa pra mim Maddie.
Maddie deu um grito histérico e me entregou uma das garrafas, pegando outra pra ela. Tirei a tampa da mesma, e tomei quase metade em apenas um gole, sentindo o liquido passar queimando pela minha garganta. Sentia falta dessa sensação.
Olhei para o lado, e os três me encaravam assustados.
–Uau.. – Daisy murmurou.
–ISSO AÊ ALLY! Finalmente estou te vendo beber!
Sorri de lado e Daniel negou, voltando a olhar para a estrada. Dei de ombro e tomei mais um gole. E lá se foi minha promessa.
Justin P.O.V
Depois que eu acabei beijando Aalyah, parecia que todo aquele desejo que sentia por ela havia ficado mais forte. Seu beijo era viciante não havia como recuar, mas era errado. E meu desejo pelo seu corpo só aumentava por saber dos riscos que corria, mesmo sabendo que havia sido apenas um beijo. Por enquanto.
–Jus, você está bem? – Marie perguntou.
A levei em um restaurante no centro da cidade, um dos melhores, apenas para tentar me distrair.
–Eu to bem caramba! – Respondi tomando um gole do vinho em minha frente.
–Você está tão distante..
Bufei a olhando com tédio. O único fato de não ter terminado com Marie era por ela ser boa na cama e servia para me aliviar.
Terminei de comer e esperei Marie terminar, enquanto olhava para os lados. Senti meu celular vibrar e o tirei do bolso olhando no visor onde mostrava escrito ‘Ryan B.’
–Fala bro. – Falei assim que atendi.
–Como ta a situação aê com a patroa? – Bufei.
–O de sempre. Aconteceu alguma coisa?
–Relaxa! A Aalyah fugiu de novo.
–E VOCÊ FALA PRA MIM RELAXAR?– Gritei chamando atenção das pessoas em volta. – Como foi que ela fugiu?
–Os seguranças que você contratou não deram conta. Dois deles ela trancou no quarto e resto no seu escritório, e depois saiu pela porta de trás da casa.
Me senti orgulhoso por Aalyah ter conseguido fazer isso, mas a raiva falava mais alto.
–Vamos embora. – Falei para Marie.
–Mas eu ainda não terminei..
–Vai logo caralho!
Me levantei da cadeira deixando algumas notas sobre a mesa, e puxei Marie pelo braço indo até o carro.
–Ryan, eu to indo pra casa agora. Se conseguir achar ela, me avisa. – Falei ligando o carro e desliguei o celular.
Sai cantando pneus e acelerei indo em direção a minha casa, apertando o volante com força. Aalyah ficava cada dia mais teimosa e rebelde, aprendendo a se livrar dos seguranças… Mas desta vez ela ia arcar com as consequências sozinha eu não iria atrás dela, irei esperar para ver até aonde ela vai.
–Jus, o que aconteceu? – Marie perguntou calma.
–Nada. – Falei sem a olhar.
–Mas você..
–Marie, fica quieta antes que eu me estresse. – A interrompi.
O resto do caminho fomos em silencio, e eu até preferia assim. Estacionei o carro na garagem e fui direto para o escritório, trancando a porta para Marie não me atrapalhar. Me sentei na poltrona e soquei a mesa em minha frente. Precisava relaxar…
Abri a gaveta e tirei um pacote com o melhor pó que eu tinha, e fiz algumas carreirinhas inalando a primeira.
[...]
Já havia se passado duas horas e nenhuma noticia de Aalyah. Havia mandado alguns seguranças atrás dela, mas os idiotas não conseguiram a achar. Respirei fundo e peguei minha arma me preparando para sair do escrito, até o telefone em cima da mesa começar a tocar.
–Fala logo que eu to com pressa. – Falei rápido.
–Sr. Justin tem um garoto no portão, ele está com a sua filha e…
–Manda ele entra logo! – O interrompi e desliguei o telefone.
Coloquei a arma na cintura, e sai do escritório, indo até a sala e abrindo a porta dando de cara com um garoto segurando na cintura de Aalyah, que gargalhava de algo e não andava muito bem.
–O que aconteceu com ela? – Perguntei assim que o garoto se aproximou.
Passei meu braço em volta de Aalyah, e a puxei para o meu lado.
–Ela bebeu. – Arqueei uma sobrancelha.
–Mas ela..
–Ela quebrou a promessa. Ela só não se drogou porque eu a trousse pra casa.
Olhei para Aalyah que me encarava com um sorriso malicioso.
–Cada dia que passa você fica mais gostoso. – Mordi o lábio inferior tentando não rir, e encarei o garoto.
–Quem é você? – Perguntei.
–Daniel. – Assenti. – Posso ir?
Dei de ombro e arrumei meu braço em volta da cintura de Aalyah, e a ajudei a ir até o quarto dela. Aalyah gargalhava até do vento e se desequilibrava a cada dois passos.
–O Bob Esponja é muito sexy. – Murmurou.
Dei risada e Aalyah me encarou indignada.
–Você acha o Bob Esponja sexy? – Perguntei a levando até o banheiro.
–Ele é muito sexy. Não mais do que você, mas ele é sexy. – Ri abafado.
–Você precisa de um banho gelado.
Aalyah bufou e assentiu começando a abrir o zíper da calça. Mordi o lábio inferior e sai do banheiro, não iria resistir por muito tempo se continuasse ali.
–Justin! – Aalyah gritou do banheiro.
Abri a porta novamente, e a encontrei ‘presa’ na própria blusa. Eu até daria risada, mas não consegui fazer isso. Aalyah estava praticamente de lingerie na minha frente.
–Justin, você pode me ajudar? – Perguntou tentando novamente tirar a blusa.
Assenti ainda perdido em meus pensamentos, e me aproximei de Aalyah a ajudando a tirar a blusa. Ok Justin, respira! Você pode se controlar.
–Eu vou te esperar no quarto.
Sai do banheiro respirando fundo e me sentei na cama. Meu membro implorava por atenção, mais tarde Marie me ajudaria.
[...]
Aalyah já estava deitada, ainda acordada, e eu estava ao seu lado a observando. Ela era mais parecida com a mãe, fazendo minha atração por ela só aumentar. Aalyah era incrivelmente linda.
Mas Aalyah não sabe o que espera…

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