Justin me encarava sem expressão alguma no rosto esperando minha resposta me fazendo engolir seco. Estava com medo da sua reação.
Me levantei rapidamente do chão mas antes de conseguir me afastar, Justin segurou em meu braço tentando parecer calmo.
–É verdade? – Perguntou depois de respirar fundo.
Mordi o lábio inferior assentindo e Justin se afastou. Seus olhos começavam a ficar escuros, e suas mãos fecharam em punhos enquanto sua respiração começava a ficar irregular.
–Você está mentindo, não é? – Neguei dando alguns passos para trás.
Justin foi mais rápido, puxando meu braço e me empurrando bruscamente contra a parede.
–QUAL É O SEU PROBLEMA? PORQUE TEVE QUE FAZER ISSO JUSTO PARA O LUKE?– Gritou passando as mãos pelo cabelo em frustração.
–Me desculpa! – Murmurei.
–Desculpa? – Justin negou passando a língua entre os lábios. – Eu sempre te falei para ficar longe daquele filho da puta, e você… – Grunhiu em frustração. - PORQUE FOI LOGO ATRÁS DELE?
–V-você não falava mais comigo então eu achei que fazendo isso chamaria sua atenção.
Justin trincou o maxilar e se aproximou puxando meu cabelo.
–Você faria isso de novo? – Perguntou. Tentei me afastar mas Justin apenas segurou mais firme em meu cabelo. - ME RESPONDE VADIA!
–EU NÃO FARIA! – Gritei o fazendo rir irônico enquanto me empurrava novamente.
–Mas não nega que gostou, não é?
–Eu não posso voltar atrás do que fiz.
Justin negou se aproximando enquanto me empurrava contra a parede novamente e colocou os braços em minha volta me impedindo de fugir.
–Me diz o que você sentiu. – Falou me fazendo o olhar confusa. - ME DIZ O QUE SENTIU QUANDO ELE TOCOU EM VOCÊ!
–EU NÃO SENTI NADA! E-EU ME SENTIA OBRIGADA A FAZER ISSO! Me desculpa..
–DESCULPA NÃO VAI FAZER O TEMPO VOLTAR!– Gritou enquanto eu desviava o olhar para o chão.
–Não posso fazer nada para concertar. – Murmurei ouvindo Justin grunhir segurando forte em meu queixo.
–Você nunca mais vai sair dessa casa. – Falou entre dentes.
–Porque você tem toda essa rivalidade com o Luke? – Perguntei baixo me afastando de sua mão.
Justin riu debochado enquanto cruzava os braços.
–Além de brigarmos para ver quem domina tudo, ele fez algumas coisas..
–Que coisas? – Justin arqueou uma sobrancelha.
–Foi ele que instalou a bomba no carro, e foi com ele que a Allison me traiu. E agora… – Negou trincando o maxilar. – Minha própria filha vai atrás daquele filha da puta.
Respirei fundo pegando a caixa com os medicamentos do chão, e fui até o banheiro olhando o corte em meu rosto. Respirei fundo e coloquei o remédio no algodão, passando no corte logo em seguida.
–AALYAH! EU NÃO TERMINEI DE FALAR COM VOCÊ!– Gritou entrando no banheiro.
Sua expressão suavizou assim que me viu através do espelho, parecendo pensar. Dei de ombros e continuei cuidando do machucado.
–Pode continuar brigando comigo. – Falei quebrando o silencio.
–Aalyah, eu.. – Respirou fundo negando. – Desculpa ter brigado com você. – Sussurrou abaixando a cabeça em seguida.
O olhei incrédula.
–V-você está pedindo desculpas?
–É serio Aalyah. Eu sei que você não pode voltar atrás do que fez. – Assenti terminando de passar o remédio.
Justin me abraçou pela cintura apoiando sua cabeça em meu ombro, e respirou fundo.
–Desculpa não conseguir chegar antes.
–Tudo bem, mas.. Eu ainda posso sair de casa né?
Justin negou mordendo minha bochecha me fazendo revirar os olhos.
–Só por causa do que aconteceu? – Assentiu.
Bufei e Justin me virou, selando nossos lábios sem chance de pensar, colando nossos corpos enquanto suas mão seguravam em minha cintura. Aos poucos o beijo foi ficando mais intenso e suas mãos foram descendo para minhas cochas, me dando impulso para sentar ao lado da pia, e ficou entre minhas pernas. Minhas mãos entrelaçaram em seu cabelo, e suas mãos foram até minha cintura erguendo minha camisa conforme sua mão subia.
–Justin! Aalyah! Aonde vocês estão?
Nos separamos rapidamente tentando disfarçar o que fazíamos, e alguns minutos depois Pattie entrou no banheiro me abraçando forte.
–Oi querida! Fiquei sabendo do que aconteceu, você está bem? – Assenti olhando de canto para Justin que tentava regularizar sua respiração.
–O que você veio fazer aqui, mãe? – Perguntou me colocando no chão.
–Precisava ver como estava minha netinha. – Sorri fraco. – E seu pai quer falar com você.
Olhei para Justin confusa. Jeremy normalmente não falava com Justin, e quando falava era algum assunto realmente serio e que tinha a ver com a família ou algo do tipo.
Justin mordeu o lábio inferior e assentiu saindo do banheiro não antes de me lançar um sorriso malicioso sem Pattie perceber. Ri abafado e guardei a caixa em uma das gavetas do armário do banheiro enquanto ouvia Pattie contar como estava preocupada e feliz em saber que estava tudo bem. Até que ela me fez uma pergunta que me fez ficar estática.
–Aalyah, seu pai já lhe contou sobre sua mãe?
–Como assim? – Perguntei confusa.
–Parece que a Allison quer sua guarda.
Neguei juntando minhas sobrancelhas.
–Mas Justin falou que ela havia morrido quando o carro explodiu..
–A Allison está viva. – Falou como se fosse obvio me deixando mais confusa ainda. – Ela conseguiu fugir do carro antes dele explodir, mas foi atrás do Luke e acabou ficando com ele. Ela mora junto com ele, por isso a raiva do Justin aumenta quando alguém fala do Luke.
Engoli seco e me encostei na parede tentando não cair. Porque Justin não havia me contado isso?
–Mãe, o Jeremy quer falar com a senhora lá no escritório. – Justin falou assim que entrou no banheiro.
O olhei com raiva e Justin ficou confuso.
–Ok. – Pattie falou. – Mais tarde conversamos mais Aalyah.
Assenti ainda olhando para Justin e Pattie saiu do banheiro. Respirei fundo e sai dali também, andando em direção a sacada do quarto mas antes de conseguir chegar Justin segurou em meu braço. Neguei e o puxei de sua mão.
–Não encosta em mim. – Disse entre dentes me afastando.
–O que aconteceu?
–Você mentiu pra mim! Mentiu sobre a Allison estar morta! – Justin ficou sem expressão alguma no rosto. – POR QUE NÃO ME CONTOU QUE ELA QUER MINHA GUARDA?
–Aalyah..
–PORQUE NÃO ME CONTOU SOBRE A MAMÃE?– Gritei me afastando.
–Você iria querer ir atrás dela, mas a Allison está morando com o Luke e..
–Preferiu mentir pra mim?
Justin respirou fundo tentando se aproximar, mas eu me afastei bruscamente indo até o closet jogando algumas roupas dentro de uma mala.
–Aalyah, você não vai sair daqui! – Bufei.
–Porque? Sinceramente eu acho que a Allison cuidaria melhor de mim!
Justin grunhiu e tirou a mala da minha mão. Antes que eu pudesse reclamar, puxou meu braço colando nossos lábios em um longo selinho. Sua língua pediu passagem, mas me afastei negando.
–Me deixar ir atrás dela! – Falei entre dentes.
–Aalyah, não faz isso!
–Justin me deixa! Você MENTIU pra mim! – Peguei a mochila do chão mas Justin a tirou da minha mão. – Me devolve!
–Eu não queria contar pra você, porque sabia que iria querer ir atrás dela! – Murmurou respirando fundo. – Não irei deixar você ir atrás dela!
–Porque está tão calmo? Deveria estar gritando comigo agora..
Justin negou me entregando a mochila e saiu do closet me deixando confusa.
Justin P.O.V
Não iria deixar Aalyah ir atrás da Allison e do Luke, de certo modo isso era proteção. E por outro… Era medo da Allison conseguir a convencer a ficar com eles e me deixar.
Havia ligado para Ryan e Chaz, íamos continuar com o plano do assalto mesmo se fosse pelo mapa que a Aalyah o que eu achava que tinha algo de errado mas iríamos tentar.
Fui até o escritório e alguns minutos depois os garotos chegaram rindo de algo.
–Cara, o Chaz deu encima de uma idosa. – Chris falou tentando para de rir.
Chaz o encarou com tédio e sentou no sofá.
–O assalto tá em cima então? – Ryan perguntou sorrindo de lado. Assenti.
–Certo, então podemos fazer o esquema hoje entre a troca de seguranças. – Falei e todos assentiram.
–Teremos quinze minutos até o outro segurança chegar.
Ficamos combinando mais alguns detalhes do assalto, e logo depois todos foram embora me deixando sozinho no escritório. Teria que achar um jeito de fazer Aalyah não ir atrás da Allison, nem que para isso eu tenha que a trancar no quarto.
Sai dali indo até seu quarto, com intenções nada boas. Dei dois toques na porta, e a abri avistando Aalyah sentada na cama de cabeça baixa. Me aproximei dela e sentei ao seu lado.
–Aalyah.. – Tentei chamar sua atenção e ela riu abafado.
–Já sei porque veio aqui.
–Como assim? Eu queri.. – Aalyah tocou minha coxa, bem perto da virilha e apertou, me fazendo parar de falar.
–Vamos logo com isso. – Sussurrou perto do meu ouvido e depositou um beijo no meu pescoço, me deixando arrepiado.
Apertei sua coxa com um pouco de força e ela arfou perto do meu ouvido. Puxei sua perna a colocando em meu colo, segurei suas duas coxas e apertei enquanto ela tomava meus lábios. Ela tinha um gosto de bala na boca que era tão gostoso, ficamos nos beijando por muito tempo e eu acariciei aquelas pernas lindas durante todo o tempo.
Ela parou o beijo e me olhou sorrindo sapeca. Os lábios dela estavam vermelhos e eu aposto que os meus estavam iguais. A segurei firme pela nuca colocando sua cabeça um pouco pra trás, ela arfou e eu comecei a distribuir beijos por seu pescoço e colo. A blusa que ela usava me impedia de ver seus seios então eu tratei logo de tirá-la tendo a visão de um lindo sutiã rosa prendendo seus dois maravilhosos e redondos seios. Eram simétricos e firmes, joguei o sutiã por qualquer canto e acariciei aquelas duas belezas. Cabiam de um jeito maravilhoso em minhas mãos e eu tratei logo de pôr-los na boca. Aalyah gemeu e segurou minha nuca como se pedisse que eu continuasse.
Meu membro já explodia, e a pressão dela no meu colo me fazia revirar os olhos. Mordisquei seus mamilos e dei um ultimo beijo antes de jogá-la deitada na cama. Aalyah fechou os olhos mordendo os lábios enquanto eu desabotoava seus shorts. Ela usava uma calcinha pequena e eu fiz com que ela se levantasse. Deu uma voltinha e eu mordi os lábios abrindo a bermuda. Gostosa, gostosa pra caralho. Rapidamente me livrei da bermuda junto com a cueca. Ela se ajoelhou e segurou meu membro que já doía de tão duro.
Jogou o cabelo pro lado e me deu um olhar sexy antes de encostar os lábios em meu membro.
Todo meu corpo vibrou quando ela umedeceu apenas a cabecinha e logo depois colocou o que conseguia pra dentro. Aalyah chupava com vontade e eu sentia que não aguentaria muito tempo. Segurei em seu cabelo, prendendo em um rabo de cavalo na minha mão, e intensifiquei os movimentos fazendo ela subir e descer com a boca em meu membro. Ela sugou com força e eu não segurei, me desfiz dentro de sua boca, sem nem avisar.
Aalyah sorriu enquanto se levantava e limpava o canto dos lábios. A puxei com força fazendo a mesma se sentar em meu colo. A vontade que eu tava de foder ela todinha era enorme. Segurei ela pela bunda e me levantei caminhando com ela até o banheiro. A sentei na pia e ela olhou pra trás se vendo pelo reflexo do espelho. Riu e me puxou pela cintura com as pernas, me fazendo encaixar entre as mesmas.
Rapidamente fui até o quarto pegando minha bermuda até achar o que eu realmente queria, minha cartela de camisinhas. Peguei uma e voltei para o banheiro entregando a camisinha a Aalyah, que rapidamente rasgou o pacote e o tirou de lá. Me empurrou pelo peito devagar e colocou a camisinha em meu membro, terminando com uma apertada em minhas bolas que me fez ir na lua e voltar.
Passei a mão em sua intimidade e nem precisei me preocupar, a filha da puta já tava molhada pra caralho.
–PUTA MERDA – Gritou assim que eu enfiei tudo com força. Coloquei a mão em sua boca e entoquei com força. Aalyah cravou as unhas em meu ombro, e provavelmente ficaria marca, ela tinha unhas grandes.
–Vadia gostosa – Entoquei com mais força e destapei sua boca, a segurei pelas pernas tentando juntar mais nossos corpos e entocando cada vez mais rápido e com mais força. Aalyah gemia sem parar me deixando mais alucinado ainda.
Nossos corpos se chocavam cada vez mais rápido e forte, causando um barulho tanto alto mas não me importava com isso.. Ao mesmo tempo que era errado, me sentia diferente. Era apenas mais um crime para a minha grande lista. O melhor crime que eu queria cometer varias e varias vezes.
–Jus… eu vou… aaaaaah – Arranhou minhas costas e relaxou um pouco o corpo depois de gemer meu nome.
Sabia que ela tinha gozado então a puxei da pia e a coloquei de costas pra mim. Segurei seus cabelos e apertei um de seus seios. Entoquei com força, já estava chegando ao meu ápice. O melhor de tudo era ver nosso reflexo no espelho. Seus seios pulando e a cara de prazer que ela fazia enquanto gemia meu nome.
Grunhi quando senti meu liquido saindo, aquilo era ótimo. Deitei em suas costas sem sair de dentro dela, estávamos suados e o cheiro de sexo era forte.
–Um banho? – Perguntei saindo de dentro dela e tirando a camisinha.
–Pode ser – Deu de ombros e amarrou o cabelo que estava um pouco bagunçado.
A puxei pela cintura e a abracei por trás, caminhamos abraçados até o chuveiro, desamarrei seu cabelo enquanto dava alguns beijos em seu pescoço. Ela ligou o registro e a água morna caiu sobre nossas cabeças dando um choque térmico já que nossos corpos estavam muito quentes.
Tomamos o banho enquanto nos beijávamos. Sai primeiro e enrolei uma toalha na cintura, Aalyah saiu minutos depois enrolada também em uma toalha. Foi até o quarto e pegou as roupas jogadas pelo chão enquanto eu vestia a cueca e a bermuda. A observei enquanto Aalyah vestia a roupa e assim que terminou, se sentou ao meu lado.
–Então… – Não sabia o que falar. Aalyah suspirou negando.
–Isso.. Isso não pode acontecer. É errado, você é meu pai e..
–Ei! – A interrompi. – Não era você que vivia me beijando?
–Era apenas um beijo! – Bufei me levantando da cama.
–Qual o seu problema? – Perguntei tentando manter a calma. – Você gostava de me beijar, e agora acha errado o que fazemos?
–Não podemos fazer isso! Você está com a Marie, quando ela voltar aposto que nunca mais vai me querer por perto! Está apenas me usando..
–EU NÃO ESTOU TE USANDO! – Gritei passando a mão pelo cabelo em frustração.
–PROVA!
Fiquei em silencio e Aalyah negou indo até a sacada do quarto. Ela estava certa, quando Marie voltasse tudo iria mudar. Eu teria que fingir gostar dela, enquanto Aalyah fingiria que nada aconteceu entre nos nesse tempo.
Respirei fundo e fui até a porta da sacada.
–Iremos fazer o assalto hoje. – Aalyah assentiu de costa para mim.
Neguei e sai de seu quarto. Precisava fazer algo para provar que não queria a usar.
Justin P.O.V
–Aalyah, vamos logo! – Repeti pela milésima vez.
Estava no carro esperando apenas Aalyah para irmos até o banco. Chaz ficaria no galpão dando as informações necessárias, enquanto Ryan, Chris, Dennis, eu e Aalyah cuidávamos do resto.
–Não sei pra que a pressa! – Aalyah murmurou assim que entrou no carro.
–Temos exatos quinze minutos para conseguir completar o assalto, e você demora!
–Da próxima vez, eu vou de toalha e com uma luva nas mãos! – Deu de ombros.
–O QUE?– Gritei freando o carro bruscamente.
–Ok, ok! Sem brigas, vamos nos focar no assalto.. – Ryan falou.
Respirei fundo antes de lançar um ultimo olhar para Aalyah, e voltei a prestar atenção na estrada. Por mais que estivesse ali, meus pensamentos estavam longe e não conseguia ouvir o que falavam ao meu lado.
Estava pensando no que faria quando Marie voltar, talvez amanhã mesmo, e no que faria para Aalyah não ficar brava comigo. Claro que de certo modo eu estava a usando, mas… Eu não sei, parecia que aquele desejo que eu sentia por ela aumentava cada vez que me aproximava, me deixando paranoico por querer cada vez mais e mais. Já nem me importava com o fato dela ser minha filha, sangue do meu sangue, mas Aalyah pensava totalmente ao contrario.
–Cara, você vai ficar ai olhando pro nada? – Chris me “despertou”.
Respirei fundo e percebi que já havia parado o carro a algumas quadras do banco. Sai do carro e me juntei ao “grupo de assalto”, que pareciam estar cada vez mais animados com o que iríamos fazer.
–Chris, você fica para cuidar caso apareça algum policial. – Falei ouvindo alguns risos enquanto todos checavam suas armas.
–Porque eu?
–Você é o mais baixo. – Dei de ombros colocando uma escuta no ouvido.
–Claro que não! Olha o tamanho da Aalyah!
Mordi o lábio inferior segurando o riso e Aalyah bufou impaciente. Depois de mais alguns minutos de discussão finalmente fomos até um prédio abandonado ao lado do banco.
Assim que passei pela porta de entrada, percebi que aquilo não estava abandonada… Era um bordel. Um puteiro!
Aalyah correu para o meu lado olhando tudo com nojo, enquanto eu tentava não olhar muito para as vadias que andavam por ali. Como não havia elevador, tivemos que subir de escada até o terraço onde iríamos pular direto para o telhado do banco.
–Deixa que eu te ajudo.. – Murmurei olhando para Aalyah.
Ela apenas me olhou de lado dando alguns passos para trás enquanto arrumava a mochila em suas costas, e correu pulando direto para o prédio ao lado.
–Não se distraiam, vão direto para os cofres e peguem o máximo que conseguir. – A voz de Chaz soou em minha cabeça.
Respirei fundo e pulei até o telhado do banco, tendo que colocar uma das mãos no chão para não machucar meu rosto. Aalyah sempre participava dos roubos que fazia, nem que seja auxiliando o Chaz com o computador.
Fomos andando rapidamente para dentro do banco, e atirando em algumas câmeras que encontrávamos e em segurança que está por ali, mas de qualquer jeito não iriam conseguir nos encontrar.
Aalyah seguia em minha frente, enquanto Dennis e Ryan seguiam para o lado contrario. Chaz seguia os comandos do mapa que Aalyah havia achado, mas eu queria seguir o meu próprio.
Antes de dar mais um passo senti meu braço ser segurado, e Aalyah atirou na câmera em nossa frente, logo em seguida tirou um pequeno espelho do bolso e o colocou no chão conseguindo desviar as “linhas vermelhas”. Essa era minha garota! Mas não iria admitir isso tão cedo.
–Isso Aalyah! – Chaz comemorou do outro lado.
Soltei meu braço bruscamente e comecei a andar na frente até conseguir achar os cofres.
–Vocês tem menos de dez minutos até a troca. – Chaz falou.
Aalyah ficou ao meu lado, e digitou a senha de um do cofres. A entreguei um saco, e ela depositou todo o dinheiro lá dentro. Dei de ombro e fiz o mesmo com os cofres ao lado.
–Menos de cinco minutos. – Chaz já começava a ficar apreensivo.
Consegui encher três sacos, e já sorria orgulhoso do trabalho. Aalyah olhava pensativa para o outro lado do banco, e começou a andar rapidamente para a direção contraria a saída. Corri até ela e segurei em seu braço com minha mão livre.
–Aonde você vai? – Perguntei rápido.
–Menos de três minutos. – Chaz falou novamente.
Aalyah soltou seu braço e deu alguns passos para trás.
–Preciso fazer algo antes, me espere no carro. – Falou antes de começar a correr.
Grunhi de raiva e fui até as escadas que davam para o terraço do banco encontrando Ryan e Dennis apreensivos.
–Vamos logo. – Murmurei colocando tudo que havia conseguido na mochila.
–Espera, e a Aalyah? – Dennis perguntou.
Ergui os ombros e peguei embalo pulando para o prédio – ou puteiro como preferirem – ao lado. Temia que algo acontecesse com Aalyah, e tentava sair o mais rápido dali para ter a certeza de que ela já estivesse dentro do carro.
Terminei de descer as escadas e algumas vadias vieram pra cima de mim. Se não estivesse preocupado com Aalyah, até teria parado mas precisa ter certeza que ela estava bem.
–Calma bro. – Ouvi Ryan falar um pouco atrás de mim.
–Preciso ver a Aalyah! – Falei rápido.
Ao lado de fora não havia nenhum sinal da policia, mas Chris havia deixado o carro perto da saída. Corri até lá abrindo a porta de trás esperando encontrar Aalyah, mas ela não estava ali.
Mordi o lábio inferior e me sentei sendo seguido por Ryan e Dennis que sentou no banco de carona.
–Cadê a Aalyah? – Chris perguntou.
–Ela já deveria estar aqui. – Murmurei.
Antes que mais alguém pudesse falar algo, a porta ao meu lado foi aberta e Aalyah entrou no carro sorrindo de lado com a mochila nas mãos, a jogou no meu colo e fechou a porta.
–Que isso? – Perguntei confuso.
–Abra e veja!
Dei de ombro e abri a mochila. Tinha alguns certificado de propriedades no nome de Luke, e alguns cheques e joias.
–Tudo isso é..
–Do Luke. – O sorriso em seu rosto aumentou.
Nessa hora foi inevitável não sorrir. Estava com uma grande parte da fortuna do Luke em minhas mãos!
O resto do caminho fomos conversando animados até o galpão.
Aalyah P.O.V
Assim que Chris parou o carro, descemos e fomos rapidamente para dentro do galpão contar quantos havíamos conseguidos para depois dividir.
Chaz e Dennis contavam com a ajuda de uma calculadora, e iam separando em montes. Me sentei no sofá um pouco afastada deles, e fiquei trocando mensagens com o Daniel. Trocava poucos olhares com Justin, e tentava a todo custo não pensar no que fizemos. Pela segunda vez.
Isso era completamente errado, mas Justin parecia não ligar sem falar que quando Marie voltar, tudo iria voltar ao que era. Pelo menos era o que eu achava.
–Deu sete conto pra cada. – Chaz falou. – O que vamos fazer com os certificados?
–Deixe bem guardado, já sei o que vou fazer. – Justin sorriu malicioso pegando sua mochila da mesa. – Mas agora preciso descansar.
Respirei fundo e peguei minha mochila colocando minha parte dentro da mesma.
–Tá sozinho naquela mansão, e não fez uma festa. – Ryan negou.
Justin revirou os olhos e se despediu dos garotos, enquanto eu apenas acenava de longe.
–Falou baixinha! – Chris falou.
–Falou gigante! – Ri abafado.
Sai do galpão e fui até o carro de Justin sentando no banco do carona. O silencio durante o caminho só foi quebrado pelo seu celular tocando.
–Fala. – Respirei fundo encarando a janela ao meu lado.
[...]
–Para de enrolar e fala logo!
[...]
–Filha da puta! Ela já chegou em casa?
[...]
–Me manda as provas ainda hoje, e pode deixar que eu cuido da vadia. – Desligou o celular e grunhiu nervoso.
A velocidade do carro aumentou tanto, que era possível ver apenas borrões ao nosso lado.
–Justin..
–Cala a boca! – Me cortou.
Esse era seu aviso para: Fica quieta antes que eu revide minha raiva em você.
Bufei e só pude ver aonde estávamos, quando o carro parou próximo a garagem de casa. Justin desceu do carro batendo a porta e andando rapidamente para dentro de casa sem se importa em pegar a mochila, o segui rapidamente sem entender o porque.
Assim que Justin abriu a porta parecia que sua raiva havia aumentado por ver Marie sentada no sofá.
–Justin! Meu amor!
Marie correu em sua direção mas Justin segurou em seu pescoço o apertando com força enquanto a empurrava contra a parede.
–Filha da puta, você disse que ia visitar sua família. – Disse entre dentes.
–E-eu fu-i.
Eu deveria a ajudar? Não! Ela merecia, não sabia o motivo do Justin estar nervoso desse jeito mas Marie sempre mereceu isso.
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